A australiana Kathy Lette traz seu estilo obscenamente perverso e desinibido para uma fábula de amor. Altar-Ego é uma comédia romântica repleta de crueldade, protagonistas inteligentes e diálogos sagazes. Com sarcasmo quase palpável, Kathy analisa as dúvidas e anseios de homens e mulheres em relação ao amor, na Inglaterra dos anos 90. Tudo a partir do ponto de vista de Becky Steele — que se auto–intitula “uma feminista com f minúsculo” — e sua cerimônia frustrada de casamento. Ela pula a janela do banheiro e foge da igreja, arruinando o vestido imaculadamente branco e deixando o “genro dos sonhos de toda mãe” — o advogado especializado em direitos humanos Julian — no altar. Escrito numa linguagem moderna e cheio de gags — Kathy Lette chegou a ser considerada o ser mais engraçado da Austrália desde o ornitorrinco —, Altar-Ego é, na verdade, uma crítica à superficialidade do mundo globalizado. “Ria e o mundo rirá com você. Chore e sua máscara ruirá”, explica a autora. Altar-Ego é a prova disso. O livro mostra a inconsistência de muitas de nossas preocupações atuais. Como entre outras, um corpo perfeito, um cabelo sedoso, a roupa da moda e a supervalorização da opinião alheia. A fachada é tudo. Tanto que é com isso que Becky se preocupa. Mesmo antes de sua própria felicidade. “Será um erro grave de etiqueta fugir de meu próprio casamento?”, ela pergunta, enquanto se prepara para saltar de aventura para aventura com um rapper americano bem mais jovem que ela. E tenta decidir se está ou não inclinada a entrar para o time dos casados, se volta para o ex (que está sendo assediado pela melhor amiga) ou joga tudo para o alto. Afinal, “você é jovem apenas uma vez, mas pode ser imaturo para sempre!”, como argumenta Becky, prestes a descobrir o próprio caminho. Kathy Lette é australiana e conquistou a primeira vez o succès de scandale na adolescência com o romance Puberty Blues, hoje um importante longa-metragem. Após vários anos como integrante de um conjunto de rock e trabalhando como colunista em Sydney e Nova York, passou a ser redatora de comédias de situação da Columbia Pictures para televisão, em Los Angeles. Seus romances, Girl’s Night Out (1998), The Llama Parlour (1991), Foetal Attraction (1993) e Mad Cows (1996) tornaram-se bestsellers internacionais. As peças teatrais de Kathy Lette incluem Grommits, Wet Dreams, Perfect Mismatch e I’m So Happy For You I Really Am. Atualmente, ela mora em Londres com o marido e dois filhos.

“Engraçado, irreverente, esperto. Uma nova escritora ‘quente’, com uma pena perversamente hilariante.” — Jackie Collins
“Obsceno, chocante e mordaz. Kathy Lette é o ser mais engraçado que saiu da Austrália desde o ornitorrinco — e muito mais sexy”. — Carl Hiassen

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